12/06/2012
06/06/2012
THE MUTE - PREMIERE
13357 Berlin
19/04/2012
THE MUTE --- coming soon
photos: Roger Rossell
THE MUTE
Concept, artistic direction and space: Helena BottoPerformers and co-creators: Helena Botto and Orlando Rodríguez
Dramaturgy: Werner Heinrichmoeller
Light Design and Photography: Roger Rossell
Supports: Instituto Português da Juventude and Uferstudios fuer Zeitgenoessishen Tanz
24/10/2011
19/10/2011
DECOMPOSIÇÃO #2 -- press
Das iberoamerikanische Tanzfestival "Plataforma" in Berlin
Von Wolfgang Martin Hamdorf
Fünf Tage lang präsentierten Künstler aus zahlreichen lateinamerikanischen Ländern, aus Spanien und Portugal in den Berliner Ufer Studios Tanz, Theater und Videokunst. Ein Schwerpunkt lag auf Mexiko.
10/10/2011
Decomposição #2 -- Uferstudios -- 14 October
12/09/2011
31/01/2009
último dia
22/01/2009
da impermanência
O Álbum é uma criação híbrida que entrecruza os universos da performance, da fotografia, do vídeo, da imagem em tempo real e da música, utilizando como fio dramaturgico condutor alguns fragmentos de textos de Câmara Clara de Roland Barthes e de Crave de Sarah Kane. Há nesta amálgama de linguagens um elemento que as contrapõe: a questão da imobilidade e do devir. Tal como a fotografia, a música, as imagens de vídeo e os textos, não estão sujeitos à mudança e ao desgaste (a menos que deliberadamente neles intervenhamos a posteriori da sua concepção), no entanto o corpo (performance) esse estará irremediavelmente sujeito ao desgaste, à perda, à transformação. É talvez a cruel fatalidade a que não poderemos escapar e sobre a qual nos propomos reflectir.
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O Álbum (The Album) is a hybrid creation which intertwines the universes of performance, photography, video, image in real time and music, using some fragments of texts from La Chambre Claire (Camera Lucida) by Roland Barthes and Crave by Sarah Kane as the conducting dramaturgic thread. There is an element that counters them in this fusion of languages: the issue of the immobility and the change. Neither the photographs, nor the video images nor the texts are subject to change and wear (unless we deliberately intervene in them, a posteriori to their conce
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Ficha Artística Credits:
Conceito, direcção artística, concepção plástica e instalação espacial, dramaturgia e performance Conce
29/10/2007
e auto-publicidade...
Direcção Artística - Helena Botto // Apresentações: 31 de Outubro, 1, 2, 3, 7, 8, 9 e 10 de Novembro, pelas 22 horas, no Estúdio PerFormas.
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comportamentos absurdos (?),
repetidos e repetitivos
repetidíssimos, mais do que tudo repetidos
e intercalados por vazios
festas ou desesperos seguem-se a silêncios
o princípio poderia verdadeiramente ser o fim
o meio as pequenas grandes coisas que fazemos enquanto ansiamos o fim :
lutamos amamos e
e amamos e lutamos
e encontramo-nos e desencontramo-nos
e iludimo-nos e desiludimo-nos
e queixamo-nos
e vamo-nos entretendo com isto...
há uma espera longa e contínua que vamos ocupando enquanto esperamos
mas tudo é espera
e vivemos nesta espera desesperada por Godot
só faz sentido se esperarmos por ele
só faz sentido se ele vier
mas se ele vier, tudo isto deixa de fazer sentido
vamos embora?
sim! esperemos então...
SINOPSE
A Espera é uma criação performativa onde dois performers e um músico reinventam os universos das personagens beckettianas de “À espera de Godot”. Não se pretendeu aqui sobreposição a Beckett ou à sua ampla e consensualmente reconhecida, obra. Tratou-se sim de, eventualmente lhe proporcionar outra leitura, outra abordagem, que não se pretende rotular. A Espera é tão-somente outra perspectiva, dentro do universo absurdo que uma obra, grandiosa como a que de Beckett, pode inspirar.
Se já é difícil dizer algo sobre alguma coisa é ainda mais difícil dizer algo sobre o nada e A Espera é isso mesmo, uma performance sobre o nada ou talvez antes sobre o tudo. Sobre tudo aquilo que fazemos e ansiamos fazer enquanto esperamos que nos cheguem as respostas às nossas perguntas, enquanto vamos tentando a felicidade, enquanto vamos tentando a vida.
Em “A Espera”, nunca se termina de percorrer um caminho, no receio de que este possa não ser o caminho correcto, e por isso se espera por outra resposta que não vem de nós, na ânsia que estas respostas, estas indicações do percurso certo, só elas nos pudessem esclarecer, quase como se não quiséssemos ser nós, os donos da nossa própria vida e por isso interrompendo qualquer acto que possa ter uma consequência.
A cronologia das situações vivenciadas, também pouco parece importar para o fim último que tentamos adivinhar, descobrir – numa sucessão quase aleatória de comportamentos, acontecimentos fragmentários, repetitivos e inconclusivos. Há neste intermezzo apenas os nossos medos e receios de não estarmos a fazer a coisa certa.
Nesta espera talvez tudo pareça demasiado exposto e denunciável, antecipam-se as situações, os desejos e os receios dos performers, dos personagens, os personagem denunciam a própria estória de Beckett e outros personagens, o espaço e os seus elementos aparecem desde o início totalmente expostos, sem segredos, sem surpresas, como se o importante não fosse o caminho, mas o fim.
E os silêncios incomodam (-nos), um sentido de impotência perante a nossa própria vida, incomoda; a hipótese de tudo isto poder ser vazio, incomoda; a possibilidade de que o que quer que possamos fazer terá necessariamente o mesmo desfecho, incomoda; e é talvez por isso que, no fim da performance, se desista desta tentativa de alcançar o fim último porque tanto lutamos. Atingir o fim, talvez não tenha afinal, qualquer sentido. O sentido de tudo talvez sejam mesmo as incertezas, as intranquilidades, a busca constante e talvez o absurdo de tudo isto fossem realmente as respostas porque ansiamos.
Preferiremos talvez uma vida sem respostas, onde as nossa incertezas, medos, anseios continuem, do que um fim que dê sentido e respostas a todas as nossas fragilidades e questões, que acabe com tudo e nos retire esta insegurança de viver.
Talvez o melhor seja mesmo irmos embora antes que Godot apareça e no entanto ainda cá continuamos… à espera dele!!!
helena botto ---------------------------------------------------------------------------------------------Conceito, direcção artística e concepção espaço: Helena Botto // Performers:
21/09/2007
17/09/2007
Medeia - o caminho que leva ao início
Medeia é uma criação multidisciplinar concebida para uma performer e um músico. Inspirada na tragédia euripidiana homónima, este projecto engloba três partituras distintas que se cruzam, interagem e desenvolvem conjuntamente, a actuação, a música e a instalação espacial.
Num espaço caracterizado pelo despojamento de elementos, num quase deserto inicial, estendem-se sobre um linóleo circular, montículos de areia que vão sendo intervencionados na dinâmica da acção, pela performer. Ele é, tal como o corpo e a música, matéria moldável e dialogante com o universo dramaturgico dos comportamentos e da música, é território da proxémica das personagens, das tensões relacionais.
Uma teia de acções físicas de comportamentos viscerais inspirados em alguns momentos da vida de Medeia resultam num desenho poético que aqui se vai também prolongando em explorações vocais variadas.
O corpo e o espaço enquanto instrumentos vibratórios e ressoantes por excelência - constituem parte da partitura sonora desta performance, onde a acção per si, e /ou em diálogo com a guitarra, tem uma forte componente rítmica, melódica e vocal, sendo que a voz é encarada como uma extensão, um prolongamento do corpo e dos comportamentos que lhe estão inerentes.
Poderia esclarecer acerca do desenho comportamental, da actuação assente na metodologia das acções psicofísicas, da Medeia e da sua estória de amor transvazante, do infanticídio… mas vou falar sobre chuva de sangue, sobre tirar o coração, sobre dança das flores, sobre máquina de soldar, sobre amparo ou último abraço, sobre velho da esperança, sobre velha do canto, sobre é meu, sobre cão a beijar, sobre não me deixes aqui sozinha, sobre vô busscaas cossáá té, sobre ru
Poderia falar da circularidade do espaço, de um espaço sem cantos, aberto para todos os lados, do despojamento de elementos, de uns montículos de areia que são intervencionados pela dinâmica da acção e que são tal como o corpo e a música, matéria moldável. Poderia falar das construções e desconstruções permanentes, das pequenas esculturas que se substituem a objectos, a seres… que, ora nascem ou desaparecem de uma acção consciente e planeada, ora são apenas testemunhos, memória, rece


fotos : dr.z














